Rampage Destruição Total

Dwayne “The Rock” Johnson é um fenômeno inegável. À parte de sua óbvia força física e de suas roupas imutáveis independente de em qual filme ele está, o astro mais bem pago de 2016 emplaca recorrentes sucessos de bilheteria – grande parte devido ao seu carisma -, de forma que seu rosto é presença constante em pôsteres nos cinemas mundo afora. “Rampage: Destruição Total” é mais um filme com “The Rock” interpretando ele mesmo, colocando os monstros gigantes em segundo plano em um longa de roteiro indeciso e repleto de oportunidades desperdiçadas. O filme é uma sucessão de escolhas certas e erradas que se misturam para gerar uma obra confusamente divertido,
preso em um limbo qualitativo entre boas sequências e outras desconexas e desnecessárias. Para contar esta história de um experimento de edição genética que dá errado e transforma animais em monstros gigantes com mutações bizarras, não
é necessário, por exemplo, um prelúdio espacial que explica como essas amostras chegaram até os animais. Seria o mesmo que gastar tempo de “King Kong” tentando dar uma explicação científica para termos um gorila gigante em cena: além de descartável, não é para isso que o público veio. O roteiro, creditado a quatro pessoas, é tão desencaixado quanto se esperaria neste caso, com boas sequências sendo neutralizadas ou descartadas em prol de ideias ruins. Vários pontos iniciais de arcos dentro do longa são concebidos e esquecidos, de forma que cada cena parece ter sido escrita por uma pessoa diferente.

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