Ex-ministro da Saúde faz palestra sobre Dengue em Ituverava

Atendendo solicitações dos presidentes da Santa Casa Luiz Carlos Rodrigues Busa e da Fundação Educacional Pedro
Cesar Galassi “Pedrinho”, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atual deputado federal, abordou o tema Dengue em palestra realizada no salão nobre da FFCL (Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ituverava) em sua visita no sábado, 23 de fevereiro. Além das explanações, Padilha esclareceu dúvidas e alguns pontos necessários
para evitar a doença, conter o avanço do mosquito e alertar nos casos de suspeita do contágio pelos vírus da doença que são quatro, que podem evoluir para hemorrágica, além de outras doenças provocadas pelo
mesmo vetor, como Zika e Chicungnya. Explicou que o clima da região, onde a temperatura é alta durante dia e noite também favorece o mosquito e a baixa eficácia do chamado “fumacê” de veneno, que atinge somente o alado e não combate a produção de larvas que está justamente nos recipientes que acumulam água, ressaltando que
os cuidados devem prevalecer o ano todo, devido a resistência que tem o ovo do Aedes Aegypti. “A Dengue tem uma frase que sempre utilizo de uma música do Milton Nascimento que fala o seguinte: ‘a lição nós sabemos de cor,
só nos resta aprender’, todo mundo sabe a importância do mosquito, o papel do mosquito, onde ele está e a gente precisa sempre, todos os anos despertar atitude nas pessoas”, frisou. Segundo o ex-ministro e professor de Medicina, no momento de epidemia, o primeiro passo é a mobilização da população. “A Dengue está dentro das casas das pessoas, se as pessoas não assumirem esta mobilização a gente não consegue combater”, alertou.
“E segundo: sempre preparar e qualificar muito os profissionais de saúde porque muitas vezes não têm conhecimento de como lidar com casos de Dengue,  como diagnosticar, como conduzir rapidamente caso de Dengue Grave, então é permanentemente que precisa falar sobre isso”, ressaltou o deputado. “Neste momento, quando se tem uma epidemia instalada, mobilização da população para cuidar de suas casas, se cada um cuidar de sua casa, da sua rua, é dentro de casa que estão os criadouros do mosquito da dengue e a gente consegue estancar a transmissão”, sugeriu. “E a qualquer sinal de febre, dor no corpo, procurar o serviço de saúde e os profissionais de Saúde estarem muito atentos a identificar o quê se chama sinais de alerta: a pessoa que chega com febre e mal
estar dentro do serviço de saúde, todo profissional, do médico ao técnico de enfermagem de imediato identificar os sinais que podem evoluir para a Dengue grave”, lembrou. “E os municípios se estruturarem com salas de
hidratação nas unidades básicas de saúde, para cuidar das pessoas, identificar dengue grave e evitar que progrida”, destacou o médico, professor, ex-ministro e deputado federal.