Encenação da Paixão de Cristo emociona público na Paróquia São João Batista

A noite de Sexta-Feira Santa, dia 19 de abril, reuniu milhares de pessoas na Praça João Paulo II, em frente à
Igreja Matriz da Paróquia São João Batista, onde foi realizada a Encenação da Paixão de Cristo. Com figurino da época, muito ensaiado e produzido, o evento que durou cerca de 2 horas manteve o público no local que se emocionou diante das cenas vividas pelos participantes voluntários, pessoas da própria comunidade que atuaram
como atores. Conforme explicou um dos organizadores, diretor de cena Cassio Dom, na encenação participaram 88
personagens, sendo: Jesus, Maria sua Mãe, Maria Madalena, os 12 apóstolos, 16 soldados, as mulheres chorosas
de Jerusalém, Simão Cirineu e sua filha, Verônica, Barrabás, Pilatos e Cláudia, o servo de Pilatos, os Sacerdotes, 2 ladrões, o povo de Jerusalém e o Demônio. “A maior parte dos personagens já havia encenado no ano anterior, porém, este ano algumas pessoas foram convidadas para participar com a intenção de aumentar o elenco”, explicou Dom. Ele comentou que a princípio não existiu um critério de escolha para os papéis dos personagens. “Se não primeiramente o de estar participando ativamente das missas e dos movimentos pastorais da Paróquia”, lembrou.
Dom destacou, no entanto, que alguns papéis exigem algumas características físicas e também de personalidade
para personagens específicos. “Desde quando apresentamos a proposta de fazer a encenação para o Padre
Adailson no ano de 2018, ele nos pedia que a prioridade para participar fosse para as pessoas de ativas na
Igreja”, frisou Dom. “Àquelas pessoas que foram indicadas para alguns personagens, posso dizer que todos se desdobraram (uma vez que não há nenhum ator ou atriz no nosso meio) em buscar como melhor encenar os
seus papéis”, reconheceu o organizador. “Cada pessoa cumpriu o que foi proposto desde o início dos nossos ensaios, que era tentar viver como naquele tempo, agir como naquele tempo, falar como naquele tempo e participar
diante da presença de Jesus como aqueles homens, mulheres e crianças viveram ao ver que um homem morreria para Salvar a Vida De Todos”, argumentou o organizador. Mas, para chegar ao dia da apresentação foram necessários dedicação e sacrifício. “Os nossos ensaios foram determinados para que acontecessem da quarta-
feira de cinzas – início da Quaresma – até quinta-feira de lava pés. Sendo também oferecido como sacrifício quaresmal todo o tempo dedicado aos ensaios”, descreve.  “A frequência dos ensaios era uma exigência para todos respeitando é claro as realidades pessoais de cada pessoa”, lembrou e, conforme informou aconteceram
as quartas-feiras, às sextas- -feiras e aos domingos sempre depois dos horários de missa ou de grupo de oração
que aconteciam nestes dias. Foram cerca de 18 ensaios, consideram nos dias que de chuvas não tiveram
como ensaiar. Duravam por volta de duas horas e meia ou até três horas para chegar ao grande dia e o resultado
que foi aplaudido pela população.