Vigilância em Saúde promove Semana de Prevenção de Leishmaniose

Nos dias 12 e 13 de agosto, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde e o setor de Vigilância em Saúde, em parceria com o Grupo de Estudos de Zoonoses (GEZO) da Faculdade Dr. Francisco Maeda, realizou a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral nas Unidades de Saúde da Família do município. A ação teve a participação
de cinco alunos do curso de Medicina Veterinária, que orientaram sobre a doença, cuidados e prevenção. A ação foi coordenada pelo Diretor de Vigilância em Saúde, João Ferreira da Costa Filho; pela Profissional de Informação, Educação e Comunicação, Jéssica Cristina Caretta Teixeira; e pelo docente da Faculdade Dr. Francisco Maeda, Romeu Moreira dos Santos. A secretária da Saúde, Janine Carvalho Ferreira Rokutan, falou sobre a
atividade realizada. “Em nome da prefeita Adriana, quero agradecer a equipe da Vigilância e Saúde e do Grupo de Estudos de Zoonoses da Fafram, que juntos realizaram um excelente trabalho de conscientização da população
que esteve presente nas Unidades de Saúde do nosso município”, ressalta. Entenda a doença A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose, é causada por um protozoário da espécie Leishmania chagasi, que é transmitido
através da picada de fêmeas do inseto infectado, no Brasil o principal vetor do protozoário é o Lutzomyia
longipalpis, conhecido popularmente como “mosquito- palha” ou “birigui”. O “mosquito-palha” é
um inseto pequeno e de cor clara, que vive preferencialmente em ambientes escuros, úmidos e com
acúmulo de matéria orgânica, as fêmeas se alimentam de sangue no final da tarde e início da noite. A
doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra ou pelo cão, a
transmissão é feita pelo mosquito ao sugar o sangue de uma pessoa ou animal infectado, transmitindo o
protozoário para outros indivíduos através da picada. Na área urbana, o cão afetado pelo protozoário é a
principal fonte de infecção para o mosquito, devido à sua proximidade com o ser humano. No animal, os
principais sinais da doença são: emagrecimento e desnutrição, queda de pelos, crescimento exagerado
das unhas e lesões na pele. Já no ser humano, são observados: emagrecimento, febre de longa duração,
fraqueza palidez, inchaço do baço e/ou fígado, entre outros. A doença, se não tratada corretamente, pode
levar o indivíduo à morte. Mesmo sendo uma doença grave, a Leishmaniose Visceral possui tratamento
gratuito em humanos, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A prevenção é essencial,
sendo fundamental o apoio da população para o combate da doença, principalmente em ações de higiene
ambiental, como a limpeza dos quintais, retirando matéria orgânica em decomposição que favoreçam a
umidade do solo (fezes de animais, folhas, frutos, entre outros), armazenar de forma adequada o lixo
orgânico, dando ao mesmo uma destinação correta e higienização dos abrigos de animais domésticos.
Algumas outras medidas também são essenciais, principalmente em áreas com grande número de
casos, como: uso de inseticidas e repelentes, colocar telas nas janelas. Os cuidados com os cães são de
extrema importância para a prevenção e controle da Leishmaniose Visceral, adotando ações de precaução
como: uso coleira ou outros produtos repelentes específicos para cães, limpeza e higiene periódica
do abrigo ou canil, não permitir que os animais fi – quem soltos na rua e evitar passeios nos horários onde
o mosquito costuma estar em atividade (final da tarde e início da noite), evitando que o animal se torne um
portador do protozoário.

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